Sabe aquelas pessoas que acham que o mundo não giraria se elas não estivessem nele? Sim, os artistas.
Tão self-importants. Nós artistas, e eu me coloco pertencente ao nicho por pura arrogância de minha parte, achamos que somos o pão da vida, o alfa e o ômega, o Mestre dos Magos! Tão cheios de si, com suas roupinhas wanna-be-special, olhando para todos como se fossem a cereja no topo do Monte Everest.
Quando na verdade, os comuns são muito mais importantes. O mundo não funcionaria sem pedreiros, lixeiros, bombeiros, padeiros. Mas sem atores, escultores, pintores, escritores o mundo estaria bem, just fine. Perderia um pouco o brilho, claro. Mas um sapato continua sendo sapato mesmo se não estiver engraxado, não é verdade?
Exceto a minha fase de Back Street Boys e Nirvana, eu nunca fui realmente fã de nenhum artista. Sou fã do trabalho de alguns, quando raramente acontece de eu ser fã da pessoa em si é quando a conheço, mas isso também passa rápido. É difícil ser fã de um ser humano, seria mais fácil de um macaco ou uma foca, por exemplo.
Macacos e focas a parte, é engraçada essa obsessão que pessoas comuns tem por artistas. Existe a necessidade de criar um bezerro de ouro e o adorar. E ironicamente tem sempre um judeu envolvido com essa história.
Quando você olha a nível de sociedade, artistas são demais. Quando você olha a nível de planeta terra, são só os indivíduos que mais ajudam a gastar energia e a produzir lixo (e não falo subjetivamente, como Tomb Raider ou o filme da Carla Perez).
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
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