segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

em cima do muro com as palmadas


Semana passada foi aprovado pela Câmara dos Deputados o projeto de lei que proíbe castigos físicos a crianças e adolescentes. E mais uma vez eu não sei.

Não existe regra sobre o efeito surtido de uma palmada, algumas crianças obedecem depois de levar uma, outras não. Eu conheço crianças que tiveram uma educação exemplar sem levar um puxão de orelha sequer, outras que igualmente nunca sofreram agressões, mas que hoje são delinqüentes juvenis: picham, roubam e usam drogas. Uma coisa a ser pensada: caráter tenha um Q de genética?

Obviamente castigos físicos drásticos, como espancamento, uso de cinto, chinelo só agridem, não ensinam, instigam o ódio em vez de instigar a educação. Mas uma palmada na bunda numa criança atentada, que não te obedece, é necessária. Tem coisa mais chata que sentar na frente de uma criança no ônibus que fica chutando o seu banco e os pais fingem que não vêem? Ou então só falam esporadicamente "Pedrinho, não pode." e o filho da 'puta' continua chutando?

As vezes apenas palavras não resolvem. E quando elas não resolvem, fazer o quê?

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